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TERESA PUGLIA
( URUGUAI )

 

Nascimento: 16-10-1943. Lugar de nascimento:
Montevideo, Uruguai.

Teresa Puglia é uma reconhecida escritora, poetisa, compositora e professora uruguaia, formada em Arte Dramática. Ativa no cenário cultural, é membro da Casa de Escritores do Uruguai e da AGADU (Associação Geral de Autores do Uruguai), com diversos prêmios, recitais e obras publicadas desde 1967, destacando-se na poesia, música e ensino da expressão oral.
É professora de expressão oral e recitação, graduada pela escola de Arte Dramática.
Reconhecimento: Em 1992, recebeu um prêmio do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai na categoria de inéditos por um de seus trabalhos literários.
Trajetória: Desde 1967, realiza recitais e turnês pela América do Sul, Europa, México, Cuba e Estados Unidos, com mais de 30 partituras registradas. Ela também participou da comissão diretiva da Casa de Escritores do Uruguai.

 

"Espejos de la palabra / Espelhos da palavra 3" é uma antologia poética bilingue (espanhol/português) organizada por Roberto Bianchi e publicada pela aBrace Editora em Montevidéu, 2013. O livro reúne versos de diversos poetas brasileiros e latino-americanos, focando na intercâmbio cultural e na tradução literária, com 118 páginas e ISBN 978-9974-673-47-2. 
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda



TEXTO EM PORTUGUÊS

 

ENQUANTO VÃO AS ENTRANHAS

Há um fígado e um coração em cruz
publicada pela vida em cada esquina.
Em cada pedra ou barro
há ilusões repleta de ausências,
artérias mastigando a pobreza
Há opressões de mães apavoradas
meninas e meninos arrebatados do sonho
desses sonhos tangíveis para alguns
e inícios de alvores para tantos... Para muitos!
E dói a boca seca deserta de feijões, pão ou leite.    
Há fígados evocando esperança!
a mesma que merece cada alento
cada gemido de recém-nascido,
enquanto os cães farejam a miséria do osso
e enquanto os senhores do Estado,
infringem ou se esmeram no palavreado.
Vivemos horas limites para cada colheita
para cada pessoa com direito a ser livre de poluição
e de fome
enquanto as entranhas vão gemendo pela vida,
e rugidos de amor clamam por justiça.


TEXTO EN ESPAÑOL

 

Hay un hígado y un corazón en cruz
latiendo por vivir en cada esquina.
En cada piedra o barro
hay ilusiones empuadas de ausencias,
arterias masticando la pobreza
entre flores de fango indiferentes.
Hay estertores de madres ateridas
niñas y niños desterrados del sueño
de esos sueños tangibles para algunos
y cumplidos albores para tantos…
Para ¡tantos… Y duele la boca seca desierta de frijoles,
pan o leche. ¡Hay hígados añorando esperanza!
la misma que merece cada aliento
cada vagido de recién nacido,
mientras los perros la miseria del hueso
y mientras los señores del Estado,
delinquen o se afanan en el palabrerio.
Vivimos horas límites para cada vendimia
para cada persona con derecho a ser libre
de polución y hambruna
mientras van las entrañas gimiendo por la vida
y rugidos de amor claman justicia.  


*
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Página publicada em janeiro de 2026.


 

 

 
 
 
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